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Bem vindo ao blog dos Amigos de Inharrime

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terça-feira, julho 21, 2015

Irmã Lucília visita Portugal

Madrinhas, Padrinhos e Amigos de Inharrime

A Irmã Lucília vai estar em Portugal e gostaria de se encontrar com todos vós, para apresentar o desenvolvimento que tem acontecido no Centro Laura Vicunha e para retomar o tema da criação de uma associação dos Amigos de Inharrime. O encontro será no dia 28 de Julho (3ªfeira) às 19h00 na Junta de Freguesia de Carnide. O endereço é Largo das Pimenteiras nº6 (para quem sobe do Colombo pela Av.do Colégio Militar, fica do lado esquerdo do Colégio Militar, mesmo antes de chegar à Igreja da Luz. Segue em anexo um mapa do local).

Esperamos por todos vós!

Os Amigos de Inharrime

Exibindo Localização JF Carnide.png


segunda-feira, maio 04, 2015

Programa Apadrinhamento - Novas Crianças

Olá queridos amigos, gostaríamos de informar que temos mais crianças a precisar de padrinhos e podem ver em mais detalhe na página: Programa de Apadrinhamento





Se quiserem ser padrinhos ou se conhecerem alguém que o queira saber entrem em contacto com o nosso centro através do e-mail: apadrinha.clv@gmail.com

Um abraço a todos os nossos amigos

segunda-feira, abril 13, 2015

Atualizações ao Blog

Queridos Amigos de Inharrime,

Gostaríamos de informar que o nosso blog tem sido atualizado neste últimos dias. A página referente a Quem Somos foi criada e colocada disponível. Também foram adicionadas novas fotografias ao slideshow inicial do nosso blog.

Relembramos que a campanha para a cobertura do campo de jogos continua ativa e é possível ter mais informações sobre esta, aqui.

Estamos disponíveis para qualquer critica ou sugestão da vossa parte!

Um abraço desde Inharrime

quinta-feira, abril 02, 2015

Vamos cobrir o Campo de Jogos!

Serve a presente mensagem para transmitir a carta da nossa querida irmã Lucília, para todos os amigos de Inharrime. Fazemos o pedido para que, se puderem, façam chegar esta carta ao maior número de pessoas e alertamos para que quem queira contribuir tem as informações necessárias a seguir a esta carta.



Inharrime, 19 de Março de 2015


Aos amigos, e aos amigos dos amigos de Inharrime,

Queridos amigos,
Há dez anos atrás escrevi-vos uma carta na qual vos pedia ajuda. Nessa altura éramos poucos os que conhecíamos este cantinho de Moçambique. Inharrime não existia no vosso horizonte e, mesmo assim, muitos de vós respondestes ao apelo e oferecestes “ um saco de cimento para a construção de uma escola”. Nessa altura contraíram-se cinco salas para 200 alunos!
Os 200 alunos multiplicaram-se… e hoje são quase 3000, recebendo as suas aulas em 30 Salas.
Ao longo do tempo continuei a bater à porta do vosso coração e da vossa generosidade apresentando os desafios que apareciam e aos quais sozinha não podia dar resposta: Capela, salas para o 11º e 12º, sala de informática, campo de futebol, arranjos exteriores e mobiliário para interiores…Muito do que Inharrime é a vós se deve, à ajuda que sempre me oferecestes, não deixando cair em “saco roto”, qualquer dos pedidos.
Hoje, mais uma vez, venho pedir a vossa colaboração: o Centro Laura Vicunha, ou melhor, a escola secundária e primária, Laura Vicunha, durante o tempo chuvoso, que é bastante prolongada, não pode desenvolver as aulas de educação física, não temos onde fazer as reuniões de pais, não há espaço para qualquer celebração religiosa. Quando o evento comportar mais de 150 pessoas, já não há ambiente para as acomodar…
Pedimos a vossa ajuda para COBRIR UM CAMPO DE JOGOS, pois o custo é bastante elevado.
Mais uma vez, queridos amigos, estendo a minha mão a todos, e cada um dos amigos de Inharrime e  gostaria que cada varão, cada tubo ou ferro, tivesse um nome, o nome de um amigo desta obra, que a fez crescer e tornar-se um Centro, onde o futuro das crianças e jovens se alicerça no presente que aqui se oferece.
Agradeço antecipadamente, a vossa ajuda. Mais uma vez “ com o grãozinho de cada um faremos a nossa sementeira”.

Sou a vossa irmã Lucília Teixeira



segunda-feira, março 23, 2015

Entrega de Bens

Queridos Amigos,

Dia 19 de Março foi mais um dos muitos dias de alegria e trabalho no no centro. Neste dia deu-se mais uma distribuição de bens, tão importantes para a vida das crianças de Inharrime. Neste dia em especial deu-se, graças ao contributo de todos os padrinhos, arroz, açúcar, óleo e sabão.

Ficam aqui as fotos deste dia:






sábado, fevereiro 21, 2015

Carta do Lourenço à Ir Lucília

O Lourenço fez voluntariado no nosso centro no final do ano passado e decidiu agradecer à Ir. Lucília sob a forma de carta, que agora aqui partilhamos com todos os nossos queridos amigos:


Boa tarde Irma Lucilia,

Antes  de mais queria agradecer tudo o que fez e fizeram por mim. Sei que a Irma nao precisa de agradecimentos mas eu sim, preciso de agradecer. A verdade é que esses 2 meses que ai passei foram realmente so mais 2 meses de ajuda de mais um voluntario. Ajuda muito util, prestavel e digna de se agradecer. Mas quem é que tem que agradecer a quem? O que significaram realmente estes 2 meses? Eu ca tenho tudo isso muito bem assente. Nao passa um so dia sem que eu me lembre do centro, de Inharrime, das meninas, dos trabalhadores, das irmas... E é nesta reflexao que eu me apercebo do real tamanho desses 2 meses. Para o centro e para as meninas, foram 2 meses de cocegas, brincadeiras, conversas, explicaçoes chatas que nao acabavam até se atingir o objetivo das mesmas, constantes correçoes, enfim. Para as irmas, foram 2 meses nos quais contaram com duas maos extra, que estavam sempre dispostas a ajudar fosse no que fosse: tirar fotos, tratar das medias dos alunos, dar explicaçoes, organizar as fotos do apadrinha, ate´para fazer de escadote quando mais foi preciso! Foram 2 meses com um miudo de 18 anos que pensa que sabe muito mas na verdade so tem muito que saber. E para mim? O que foram estes 2 meses para mim? Foram uma vida. Posso-lhe dizer com toda a certeza e honestidade que eu vivi mais nesses 2 meses do que nos meus 18 anos de existencia, e isso é um facto. Vi coisas que nunca pensei ver, fiz coisas que nunca pensei fazer, conheci pessoas que nunca imaginei que existissem, e vi com os meus proprios olhos que o amor e a alegria tudo vencem. Aprendi muito nessa vida, irma. E a melhor das noticias é que nao voltei a vida antiga, mas sim cresci com as duas. Ao voltar para a Europa, deparei-me com imensas pessoas que nao paravam de me bombardear com frases do genero: "foste para Africa 2 meses, é preciso ter coragem!", ou "conheço poucas pessoas da tua idade que fossem capazes da fazer o que tu fizeste". Eu nao percebo estas pessoas. Ou melhor, elas é que nao me percebem. O que eu fiz para Inharrime foi ajudar 2 meses, mas o que eu fiz para mim foi viver uma vida. A ajuda que se da numa experiencia de voluntariado nao tem qualquer comparaçao possivel com o amor que se recebe em troca. E isso é o que eu lhes digo sempre: "nao é tao dificil, nem de tanta valentia, fazer o que eu fiz. É muito maior o que se recebe do que o que se oferece, e so isso justifica tudo." Eu posso nao ter mudado a vida de nenhuma menina diretamente, mas podem ter a certeza de que elas mudaram a minha. E a quem é que eu devo tudo isso?  A pessoas como a irma lucilia, e todas as irmas que ai estao. Os agradecimentos vao todos para vos. Sao infinitas as vidas que se salvaram e criaram graças ao vosso amor. Sejam elas as vidas das meninas ou dos voluntarios.



Queria aproveitar para a informar de que estou a pensar seriamente em voltar por volta de Abril, se calhar antes. Eu tinha planos claros para este meu ano sabatico antes da universidade: queria fazer um voluntariado primeiro e depois trabalhar para ganhar dinheiro e viajar. Ora esses tais 2 meses mudaram-me completamente a perspetiva e desde o dia em que eu me apercebi que os dois meses estavam a chegar ao fim, comecei logo a pensar no meu regresso. Ja falei com os meus pais e eles apoiam fortemente a ideia. Alias, falei tambem com um meu antigo colega de turma (o Rodrigo) que tambem esta a fazer um ano sabatico e que fez voluntariado na mesma altu, nos Galapagos. O Rodrigo esta muito interessado em vir comigo para Inharrime e esta neste momento a discutir o assunto com a mae. Eu encontrome em Alicante (Espanha) a tirar a carta de conduçao para poder ser mais util quando voltar, se voltar. E era isso que eu queria perguntar a irma: se acha que havera espaço para mais um escadote no centro. Neste  caso seriam dois escadotes: eu e o Rodrigo.


Espero que esteja tudo a correr bem ai no Laura Vicuña e espero que as meninas estejam boas!

Um grande, forte e apertado abraço a todas as irmas, meninas, trabalhadores/as e em especial para si irma que fez disto tudo uma realidade.



domingo, fevereiro 08, 2015

Chegada das Meninas

O passado dia 7 de Fevereiro ficou marcado pela chegada das meninas ao nosso centro. Foi um dia de muita alegria como mostram as fotos. Assim, começa agora a preparação das meninas para mais um ano de trabalho, de estudos, de muito amor e felicidade.

Ganhai o coração dos jovens por meio do amor (Dom Bosco)





quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Angélica Ernesto - Mensagem de Despedida

A Angélica era a única menina, do nosso centro Laura Vicunã, a frequentar o 12º ano. Agora uma nova etapa segue-se na sua vida: a universidade. Mas antes disso ela decidiu deixar umas palavras de despedida de pois de dez anos a viver aqui.


Muito haveria a dizer ao deixar o Centro Laura Vicunha, depois de dez anos de vivência, nesta casa, onde recebi vida, cultura, amor…

Sinto-me limitada, mas aqui ficam umas palavras de agradecimento.

Queridas Irmãs, quero de coração sincero manifestar a minha gratidão. Agradeço por me terem acolhido quando tinha onze anos de idade, sem ninguém para cuidar de mim. Eu era apenas uma criança sem família, infeliz, mas aqui recebi a família e a felicidade que eu tanto desejava, e pude sentir-me novamente feliz.

O meu obrigada vai para a Irmã Lucília por me ter ensinado carinhosamente a ser uma mulher.

Obrigada a todas as Irmãs por terem sido minhas mães que com tanto amor cuidaram de mim durante estes dez anos; por terem sido tão amigas, atenciosas comigo. Se hoje sou o que sou é graças a vocês, Irmãs. Obrigada.

Custa-me muito dizer-vos adeus porque é muito bom estar aqui, nesta grande família, mas a vida segue e eu quero manifestar o bom que aqui aprendi e vivi.
Onde estiver levo-vos comigo.

Rezem por mim. Que o novo rumo me conduza e faça de mim uma boa profissional para que, por minha vez, possa eu ajudar quem precisar de cuidados médicos.

O meu obrigada estende-se a todos os que passaram pelo Centro Laura Vicunha e me enriqueceram com a sua forma de ser e de encarar a vida: Os Voluntários

Para todos o meu obrigada .

Angélica Ernesto

Inharime, 02.02, 2015


sexta-feira, janeiro 30, 2015

Francisco Delgado - 5 meses de voluntariado

Sou o Francisco Delgado e sou recém-formado em Engenharia e Gestão Industrial. Depois de cinco anos a estudar no Técnico pensei que seria importante não iniciar de imediato a vida profissional e a possibilidade de fazer uma experiencia de voluntariado internacional fez sentido nesse momento da minha vida. O meu objetivo era também poder contribuir com o meu trabalho e ajudar uma organização. O Centro Laura Vicuña surgiu de imediato como uma das possibilidades, pois a minha família já apadrinhava uma criança deste centro há vários anos. Foram 5 meses muito felizes, uma experiência muito significativa que teve e terá um forte impacto positivo na minha vida. Este lugar tem um encanto especial, em parte por causa das 120 meninas que aqui vivem e por outro lado por causa das irmãs que cuidam delas e deste espaço com tanto carinho e preocupação.

Durante estes meses fui-me apercebendo da importância do Centro Laura Vicuña para as meninas que aqui vivem, para os trabalhadores que aqui trabalham e para os estudantes que aqui estudam mas também para toda a comunidade de Inharrime e mesmo um exemplo para Moçambique.

Neste centro vivem 120 meninas, cerca de 70 internas e 50 semi-internas. As meninas são a alegria da casa. Vivi com elas experiências de relação humana, inesquecíveis. Cada uma delas, os seus nomes, as suas histórias de vida e os seus sorrisos são únicos e especiais e foi para mim uma felicidade conhecê-las. Com elas há sempre trabalho a fazer. Em primeiro lugar a ajudar nos estudos garantindo todo o apoio para o sucesso escolar. Durante este tempo tive a oportunidade de ser por várias vezes o encarregado de educação de várias delas e foi para mim uma enorme alegria descobrir que as meninas eram sempre as melhores alunas da turma e que mesmo as meninas com mais dificuldades apresentavam um comportamento exemplar, sem nenhuma queixa dos professores. Na entrega dos prémios de melhores alunos da escola, aos encarregados de educação, tive até que o ir receber por quatro diferentes vezes. Para além desta ajuda muito importante para a vida destas meninas, o meu trabalho de voluntariado também passou por brincar, cantar, dançar e conviver com elas. Esta é uma parte muito importante na vida de qualquer criança e estas não são exceção.




Como referi, este centro tem um programa de apadrinhamento que ajuda mais de 500 crianças e é de extrema importância para a comunidade de Inharrime. Este programa de apadrinhamento garante comida, sabão, material escolar e roupa a crianças cujas famílias têm poucas ou nenhumas condições para sustentar as mesmas. Tive a oportunidade de poder ajudar neste programa. Tirei fotografias a centenas de crianças (fotografias para os padrinhos poderem acompanhar o crescimento das mesmas), ajudei na distribuição dos bens às famílias das respetivas crianças e também inscrevi novos padrinhos neste programa e atribui-lhes crianças ainda sem padrinhos e por isso sem apoio. Apercebi-me da importância, da complexidade e da grandeza deste programa que não dá só bens materiais às crianças mas que permite que sejam felizes.


Este centro pretende ser autossustentável na medida do possível e para isso foi criada a Padaria, que produz e vende pão. Por vezes, ajudei no trabalho da venda do pão em Inharrime. Trabalho importante, pois a sua venda possibilita parte do sustento das crianças e fornece o pão, como bem essencial, à comunidade. À volta desta produção criam-se pequenos negócios, postos de trabalho, que revendem o pão, e são assim uma fonte de rendimento para várias pessoas da comunidade. Também é importante para certas regiões mais remotas, pois é o único pão que aí chega, por isso a sua importância para as famílias que aí vivem. A ajuda na venda do pão permitiu-me conhecer a tão bonita vila de Inharrime, onde este centro se localiza e o seu povo tão humilde e amigável.


Fiz muitas outras coisas que iam surgindo e conheci muitas pessoas que me marcaram. Os trabalhadores do centro como o Filipe, o Ernesto e o Raimundo, que me impressionaram pelo seu sentido de responsabilidade, lealdade e capacidade de trabalho. As irmãs que conviveram comigo (as irmãs Agnesse, Albertina, Amélia, Claudina, Inácia, Sandra e Verdeana) durante todo este tempo, foram a minha família e garantiram sempre que nunca me faltava nada e de facto nunca faltou, antes pelo contrário. Por fim a Ir Lucília, a pessoa responsável por este centro, desde a sua criação há 10 anos atrás. A sua capacidade de gestão e de trabalho, que parece muitas vezes ultrapassar as possibilidades humanas, aliadas à capacidade de educar estas crianças através do amor, deixou uma marca em mim. O seu exemplo irá acompanhar-me toda a vida.

Posso dizer que foi uma experiência muito profunda e que de certa forma mudou a perspetiva da minha vida. Não hesitem se estiverem a pensar nesta possibilidade.


quinta-feira, dezembro 11, 2014

Bilene

Depois das aulas acabarem as nossas meninas foram desfrutar umas férias na praia de Bilene. Não todas claro, pois as que tinham exames ficaram no centro a estudar e a preparar-se para poderem passar de ano com sucesso.

Já as que foram a Bilene tiveram umas férias merecidas depois de um ano de trabalho e estudo. Em Bilene houve tempo para tomar banho na praia, brincar, assistir a filmes... ,ou seja, houve tempo para muita diversão. Apesar da diversão é importante agradecer a Deus por tudo de bom que nos dá e desse modo todos os dias foram à missa na comunidade de Bilene e com o padre passearam na vila para cumprimentar as pessoas. 

Foram 10 dias de muita felicidade e ficam algumas fotos para todos os nossos amigos: 

- A ida para a praia


- A praia de Bilene


- Hora do almoço


- Jogos



sexta-feira, outubro 24, 2014

A Minha Experiência em Inharrime - Julho/Agosto de 2014

Volvidos dois meses após ter saído de Inharrime como voluntária, de ter deixado sedimentar, no meu ânimo, ideias e experiências para melhor surgirem com clareza, é hora de dar o meu testemunho:

Eu tive um sonho!
Há alguns anos que vinha acalentando, bem enraizado no fundo da minha Alma, o desejo de um dia ser voluntária em África, poder dar de mim algum contributo junto dos mais pobres dos pobres do Mundo.
Senti esse apelo como um "percurso espiritual" que urgia realizar.

Já não sou jovem, mas consegui concretizar esse sonho, depois de ter pedido a Reforma Antecipada.
Estive mês e meio em Inharrime dando apoio escolar a várias meninas internas. Mas a todas em geral eu dei mimos, abraços e muitas conversas. Não consegui cumprir, por vários factores, o prazo de 3 meses a que me tinha proposto, de cujo procedimento me sinto triste e me arrependo todos os dias.
Tenho saudades das suas traquinices, do barulho das suas vozes, dos seus carinhos e, quando cheguei a casa, envolveu-me um silêncio sepulcral e chorei por elas e por mim - por não ter conseguido perseverar até ao fim.

África é realmente uma Terra de magia, que nos envolve, mas não importa aqui falar tanto dessa experiência, pois não foi o que lá me levou (em qualquer altura posso viajar e conhecer novos mundos e diferentes culturas).
Não obstante, sinto a nostalgia de contemplar aquele céu estrelado percorrido pela Via Láctea (que é único), os cheiros da terra vermelha, as paisagens a perder de vista de coqueiros e cajueiros, as palhotas ao longo das estradas, o mar infindo e, em suma, a afabilidade daquele povo.

O Centro Laura Vicuña em Inharrime é, de facto, "uma obra meritória e grandiosa" em prol dos mais necessitados e reconheço o esforço, boa-vontade e dedicação das Irmãs Salesianas Filhas de Maria Auxiliadora (bem como de todos os Missionários) que, através dos tempos, com coragem, persistência, amor e alegria, sempre de acordo com os preceitos cristãos, entregam as suas vidas à tarefa de elevar o nível educacional, moral e também material dos mais desfavorecidos.
O Centro está tão bem organizado e estruturado, de maneira que muitas vezes dou comigo a pensar que, este, seria um bom "modelo" a ser exportado para Portugal...
As Irmãs são muito hospitaleiras, alegres e dedicam-se às meninas com grande carinho e atenção, não descurando nenhum dos aspectos necessários ao seu bem-estar (das meninas).

Das meninas gostei muito, são amorosas e afáveis. Vindas de famílias pobres e órfãs, têm, mesmo assim, uma alegria contagiante e é fácil amá-las. Aqui, sentem-se felizes, as regras são muito flexíveis (dentro dos limites necessários); estudam, rezam, brincam muito e aprendem as tarefas próprias a tornarem-se, no futuro, pessoas úteis e de bem. Às 6,30h da manhã, há logo alegria, pois elas já estão a tomar o pequeno-almoço ao ar livre, para entrarem na Escola às 7h.
Oh, como tenho saudades delas! Senti-me amada, com um amor puro de coração, por aquelas meninas, a quem ouvia constantemente chamar "mana Helena", e me afagavam e acarinhavam. Se eu lhes dei carinho e atenção, sinto-me grata, porquanto elas me retribuíram em dobro.

Foi uma experiência única que abriu uma via radicalmente nova na minha vida, que cavou nas profundezas do meu ser um novo olhar sobre o mundo e sobre a Humanidade.
Por isso, se bem que a minha dádiva ficasse um pouco aquém, como já referi, daquilo a que me tinha proposto, valeu contudo a pena, na certeza de que há sempre algo de positivo a retirar, que nos enriquece e sublima.

Se dermos um pouco de nós ou do que temos com boa vontade, da melhor maneira que podemos e sabemos, com amor desinteressado, com espírito altruísta, seguramente o Mundo será melhor e todos seremos mais felizes!


Helena






segunda-feira, outubro 13, 2014

Ernesto - Conclusão

Queridos  Amigos e amigas,

É com o coração a transbordar de alegria, que venho até junto de cada um e cada uma, a agradecer a vossa solidariedade para o Ernesto. Se pudéssemos retratar a alegria que ele ao chegar revelava, sentiríeis que o vosso esforço não tinha sido em vão.

Ele, na quarta-feira foi até ao Maputo, e no dia seguinte, com um casal amigo, que tem uma residência na África do Sul e conhecia o Instituto dos Olhos, levou o Ernesto, à consulta anteriormente marcada.
Depois da observação, e de ter analisado o exame feito no Maputo, o médico disse: “ Se a Superiora onde este jovem trabalha, quiser deitar dinheiro fora, eu posso fazer o implante das lentes, mas ele fica melhor se fizermos as lentes de contacto”

Aceitámos a proposta, pois não se fragilizava o olho.

O Médico ao preparar as lentes de contacto, verificou que não poderia colocá-las devido ao formato da menina do olho. E mais uma vez verificou que o implante teria sido um erro.

Decidiu-se pela alternativa dos óculos.

O médico continuará a acompanhar o estado do Ernesto. Como não é muito longe, poderemos estar em contacto, para vermos como evolui a situação.

Agradeço à pessoa que me alertou em relação ao Hospital de Maputo.

Queridos amigos, ainda não sei qual terá sido o valor da consulta e quanto custarão os óculos. Penso, no entanto, que o valor por vós oferecido, é muito superior ao que foi gasto.

Pensava deixar esse depósito para outros doentes que muitas vezes aparecem e não têm possibilidade de se deslocar ao Maputo ou mesmo à África do Sul. Se alguém tiver uma ideia diferente, para mim o importante é servir quem precisa.


Mais uma vez, aceitem a gratidão e amizade da Ir. Lucília Teixeira

sábado, outubro 04, 2014

Festa da Escola Laura Vicuña

No passado dia 2 de Outubro realizou-se a festa da Escola Laura Vicuña, em que todos os alunos não tiveram aulas (desde o 1º ao 12º ano) para poderem celebrar este dia de festa. Os alunos ao todo são cerca de 2.000. É realmente uma grande graça todos estes jovens e crianças poderem ter uma boa educação e então como forma de agradecimento começou-se o dia com uma missa. Depois houve tempo para o espetáculo, onde houve várias actuações e danças. Por fim, perto da hora do almoço foram destribuídas arrufadas a todos os alunos.





quinta-feira, outubro 02, 2014

Ernesto - Carta de Agradecimento

Queridos amigos e amigas o Ernesto escreveu uma carta como forma de agradecimento e que partilhamos aqui convosco.

Missão Inharrime – GASTagus 2014

É sempre difícil quando me pedem para falar ou escrever sobre missão. Não porque não tenha nada para dizer mas, muito pelo contrário, porque há tanto para partilhar, para contar que se torna difícil expor tudo num papel, sem que nada fique esquecido. E também é sempre difícil conseguir passar aos outros, que não estiveram lá, aquilo que vivemos. A equipa, as pessoas, as paisagens, os cheiros, o calor húmido dos climas tropicais ou as comidas é algo que fica, para sempre, na nossa memória; imagens que sentimos e guardamos com carinho e que, quem não as experienciou, nunca conseguirá compreender o seu valor. Pode imaginar, criar algo na sua cabeça, mas nunca o irá entender na sua plenitude. E aqui reside a difícil tarefa de contar aquilo que foi a nossa missão porque, por mais que tentemos explicar, parece que nunca conseguimos transpor o que verdadeiramente sentimos ou o quão isto ou aquilo foi (e é) importante para nós. Quem passou por esta experiência, quem sentiu aquele cheiro africano, quem comeu aquele arroz tão típico ou quem pisou aquela terra vermelha, sabe do que falo. Ainda assim, vou tentar partilhar o que foi a nossa missão. E digo nossa porque não foi apenas minha, mas também de mais quatro pessoas fantásticas que comigo a partilharam.
Faz hoje um mês que, por esta hora, já tínhamos regressado a Maputo (depois de um mês onde tudo foi vivido intensamente) para voarmos, novamente, para Lisboa. Ninguém queria voltar, mas as circunstâncias assim o ditavam. O nosso trabalho tinha sido concluído e chegava a hora de partir, não obstante com uma enorme vontade de um dia poder voltar, continuar aquilo que iniciámos e ver o quão aquelas crianças cresceram e aprenderam.
Findo um mês, pensei que seria a altura ideal para me sentar e escrever sobre Moçambique. E escrever sobre este país, é falar sobre as Irmãs que tão bem e tão calorosamente nos sabem receber. É, também, agradecer-lhes pela preocupação e pelo carinho; agradecer pelas lindas palavras de boas vindas que, num bonito postal nos escreveram, e felicitá-las pelo nobre trabalho que fazem junto do povo moçambicano.
Falar sobre esta terra é, também, escrever sobre as meninas que, com uma alegria e energia imensa, dão vida àquele centro, correndo de um lado para o outro e gritando pelo mano Rui, pelo mano Eduardo, por mim (mana Sandra), pela mana Margarida ou pela mana Mafalda cujo nome, ao início, tinham dificuldade em pronunciar. É falar sobre as noites de Sexta-feira ou as tardes de Domingo (que pareciam nunca mais chegar) que passávamos juntas a trançar os cabelos (nem os meninos escaparam!) e onde se faziam algumas confissões de meninas. É recordar os jogos e as cantigas de roda, tão típicas da Infância, e voltar a ser criança sem nos importarmos de rebolar na areia, de sentar no chão ou de sujar as mãos. É ter na memória o nosso ar de desaprovação quando, por vezes, nos pediam para lhes fazermos os trabalhos de casa (as crianças arranjam com cada artimanha…!) ou recordar os progressos que faziam nas matérias escolares.
Não esqueço os professores que, um dia, connosco partilharam as suas dificuldades, as suas dúvidas, os seus medos e o quão difícil é ser professor naquela realidade. E por isso louvo o trabalho e aquilo que fazem por aqueles que, diariamente, lhes chegam com todas as suas vivências e particularidades tão distintas umas das outras!
Lembrarei, para sempre, os seminaristas que nos presentearam com uma canção e um rebuçado (que nos adoçou a alma) num genuíno gesto de agradecimento; a Azília que um dia decidiu falar; a Angélica que adora Matemática e que quer ser médica; a Sucha que não queria ir à escola jogar com os outros meninos (sabe muito melhor andar de trator de um lado para o outro); os cajús que sabem sempre bem; a Irmã Lucília que nos mostrou que o amor é o melhor que pudemos dar e que só a nossa presença já é uma bênção para aquele povo. Vem-me, também, à memória a típica cacimba matinal, com a qual iniciávamos o dia, ou o pôr-do-sol que nos indicava o fim das atividades e a hora de ir à padaria comprar o pão fresco ou a arrufada para lanchar. Recordo, com saudade, os abraços daquelas crianças; os constantes pedidos para trançar o nosso cabelo (tão diferente daquele a que estão habituadas); o tímido sorriso da Alcinda que, inicialmente, um pouco desconfiada, se dirigia a nós; as bagias que, de uma forma um pouco tosca e desajeitada, tentámos fazer; a água ou a luz que às vezes faltava; as viagens (superlotadas) de chapa ou de carrinha de caixa aberta; os cajueiros que nos dão sombra; ou as meninas que nos afirmavam, com tristeza, que quando regressassem das férias já não nos iam ver e que, por isso, nos perguntavam quando é que íamos voltar. Pergunta difícil de responder. Temos a secreta vontade de voltar mas não sabemos se alguma vez regressaremos…
E estas são apenas algumas das memórias que guardo, com carinho, no meu coração. Missão é tudo isto e muito mais. Missão pode ser tudo o que quisermos. Missão é feita por cada um de nós!


Sandra Machado
22 de Setembro de 2014 





segunda-feira, setembro 29, 2014

Feriado 25 de Setembro

No dia 25 de Setembro, feriado aqui em Moçambique, dia das forças armadas, as meninas do centro foram passear. As meninas do dormitório 2 e 3 foram a Inhambane e à praia do Tofo e as restantes, dormitórios 1 e 4, foram à Pontinha.

Nós acompanhámos o passeio da Pontinha e ficam aqui as fotos desse dia tão alegre:

Assim que chegámos as meninas quiseram logo ir dar uns mergulhos.


Qaundo já estavam cansadas de tanto brincar serviu-se o almoço. 



Depois do almoço houve tempo para descansar, brincar, jogar...e quando a digestão já estava terminada voltou-se a dar mais uns merguulhos.


Por fim, depois do lanche, onde se comeram as deliciosas arrufadas da nossa padaria, tiraram-se as fotos de grupo:

-Dormitório 1

-Dormitório 4

terça-feira, setembro 23, 2014

Manuel Ferreira - 3 Semanas em Inharrime (2014)

Olá! Sou o Manuel, tenho 28 anos e quero contar-vos a minha experiência no Centro Laura Vicunha durante 3 maravilhosas semanas.

Tudo começou quando era pequeno: Querer experimentar dar um pouco de mim, “ajudar os outros”, entender como viviam as pessoas em zonas em dificuldades e tentar perceber como as poderíamos ajudar, eram sentimentos que me diziam que deveria fazer voluntariado… No entanto, fui crescendo e demorei muitos anos até me decidir finalmente a embarcar nesta profunda experiência.

A verdade é que, a “boa vida quotidiana” leva-nos a não pensar muito no que realmente vale a pena pensar e a ir adiando os planos “mais difíceis”. Assim, cada ano, quando se aproximava o Verão, pensava: “este ano já não dá… mas para o ano faço voluntariado”… até que, sem demasiada problemática, decidi: Este é o ano.

Tive a sorte de conhecer uma amiga que já tinha feito voluntariado no Centro Laura Vicuña em Inharrime, e pôs-me em contacto com a Irmã Lucília. Um mês e umas longas viagens de avião depois, lá estava eu no “Maxibombo” (camioneta) a subir de Maputo para Inharrime para ir passar 3 semanas ao Orfanato Laura Vicuña.

Quando cheguei, e por ser altura do Verão (na Europa) estavam vários voluntários no Centro, todos como eu para dar durante umas semanas o nosso melhor e tentar melhorar algo na vida das meninas do orfanato.
Durante os primeiros dias, a casa estava tranquila e sossegada: eram as férias escolares e as meninas tinham ido a casa dos familiares passar duas semanas. Assim, tive tempo para ajudar as irmãs com as tarefas de casa, ajudar os meninos da escola do outro lado da rua que ainda estavam a terminar os exames e até para ajudar na padaria do Centro Laura Vicuña na distribuição da venda do pão.

Pois é, com o objetivo de que o Centro Laura Vicunha seja autosustentável e crie desenvolvimento à sua volta, as Irmãs Salesianas construiram uma padaria! É incrível ver como a padaria, além de dar trabalho a muitas pessoas, ajuda ainda muitos outros comércios a melhorarem porque são os vendedores do nosso pão: em Inharrime e nas terras à volta! Aqui ficam algumas fotos da venda do pão pelo distrito de Inharrime.





Durante este tempo, deu também para viajar um bocado no fim de semana e conhecer zonas lindas do interior e praias muito bonitas:
Praia do Tofo:




Transporte público para o interior, a caminho de Mocumbine:



O tempo passou rapidamente até que as meninas voltaram de férias. Vê-las contentes por terem estado com os seus avós, tios, irmãos… e contentes também por voltarem ao Orfanato preparadas para mais um semestre lectivo com as suas amigas…era emocionante!

Com as meninas a vida do Orfanato mudou: jogámos, brincamos, corremos, estudámos, partilhámos experiências… havia sempre muito para fazer e ajudar  e não parávamos todo o dia com actividades!
Deixo-vos duas fotos de dois destes dias:

Almoço do dia de celebração do Bicentenário de Don Bosco:




Depois de um grande jogo de Andebol num final de tarde:


Durante a minha estadia, apercebi-me do que representa o Centro Laura Vicunha para aquelas meninas maravilhosas: é a sua casa onde estão seguras, onde têm comida, onde há respeito por cada uma, espaço para brincar, amor, carinho e onde têm a oportunidade de estudar para um dia serem o que quiserem. É maravilhoso ver como a dedicação e amor das Irmãs Salesianas faz com que estas crianças sejam umas meninas felizes e possam construir as bases para um futuro risonho.

Apercebi-me também que cada um de nós, onde quer que esteja e qualquer que seja o tempo disponivel, se quiser, pode ajudar… participando fisicamente nas missões, ajudando a promover o seu desenvolvimento, apadrinhando uma criança.. há mil e uma maneiras de ajudar…basta querer.


Uma das frase que a Irmã Lucília me disse um dia, da autoria de Madre Teresa de Calcutá, e que a guardei e repito a quem pensa ajudar foi: “Sei que o meu trabalho é uma gota no oceano, mas sem ele, o oceano seria menor”. 

domingo, setembro 21, 2014

Apadrinhamentos

Queridos amigos e amigas, antes de mais queríamos informar que o separador "Programa de Apadrinhamento à Distância" foi actualizado passando agora a ter as crianças que actualmente não têm padrinhos. http://amigosinharrime.blogspot.com/p/programa-de-apadrinhamento-distancia.html

O dia 20 de Setembro foi um dia de muito trabalho, mas muito feliz para o nosso centro. Com a ajuda do dinheiro dado por todos os padrinhos foi possível distribuir produtos a cerca de 400 familias que representam cerca de 700 criancas. Os produtos oferecidos foram óleo, açucar, arroz e sabão. 

Ficam aqui algumas fotos para que possam, mesmo estando longe, ver como decorreu. 

As familias antes da distribuição deram um ajuda nos trabalhos do nosso centro.


A irmã Lucilia organizou a distribuição.


Graças ao dinheiro dos padrinhos foi possível dar os produtos às famílias.


quarta-feira, setembro 17, 2014

Ernesto - Donativo Fechado - Valor Conseguido: 4.159 €

-Conseguimos neste momento o valor de: 4.159 € (Por agora, devido a termos conseguido um valor tão elevado, vamos fechar com os donativos e aguardar para saber o diagnóstico certo do Ernesto. Agradecemos a todos os que contribuiram e informamos que vos iremos dar noticias desta situação sempre que possível).

-Agradecemos a:

Amigos de Itália
Ana Luis
Bárbara Exposto
C. Delgado
Carina Leal
Carla Talaia
Deodato Silva
FMA
Francisca Deslandes
Halina Martins
Inês Bramão
Jaime Oliveira
João Fiegueiredo 
Júlio Geraldes
Maria Alves
Maria Delgado
Maria do Céu Bastos
Maria Lobo
Marta e Manuel
Nuno Andrade
Paula Rodrigues
Paulo Soares
Raquel Guimarães e Amigos
Ricardo Vilhena
Rita Almeida
Rita Cipriano Alves 
Rita Pereira
Sacerdote Amigo
Sandra Pinho
Silvio Moreira
Sofia Tavares
Tânia Matos
Tânia Nunes
Teresa Dias
Tica Vilhena
Vladimir Svec

terça-feira, setembro 16, 2014

Ernesto - Actualização

Queridos amigos e amigas, de modo a podermos saber quem e o quanto já se conseguiu angariar pede-se a todos os que fizerem (ou que já fizeram) uma transferência para a causa do Ernesto que enviem um email com o comprovativo da transferência ou com o vosso nome e a quantidade tranferida para amigosinharrime@gmail.com

Assim vai ser possivel que todos nós saibamos o quanto já se conseguiu obter para depois partilharmos essa informação.

Muito obrigado a todos e um bom dia!