“A nossa Missão continua a crescer. Já temos 20 meninas connosco na Casa Família. Ainda falta o Refeitório mas Deus está a tratar do assunto. Por enquanto continuamos a comer lá fora no pátio. Até que é agradável comer fora todos os dias!
A Escola Secundária está a funcionar em pleno com dois turnos, manhã e tarde, onde 430 alunos estão a adquirir a sua formação profissional.
O levantamento das crianças da nossa população imediata, para o programa de apadrinhamento está a correr com muito sucesso.
As mães continuam a vir até nós para aprender a ler e escrever, aprender costura, aprender a tomar conta dos seus bebés e crianças, enfim, receber todo o apoio que lhes podemos dar.
…mas… e o FUTURO?...
Não podemos andar eternamente de mão estendida a pedir esmola. Temos de garantir o nosso sustento.
Então como vamos fazer?... Esta terra de Inharrime é tão vermelha… tão fértil… tão boa…  Temos água no nosso poço… É abundante e potável. Dá para o consumo do centro e da população local… dá para rega…  E se rentabilizássemos este terreno, que, tão generosamente nos foi dado?...
…E se o cultivássemos?... criássemos uma Machamba?... O produto, não só alimentaria as crianças e irmãs do centro, a população e os nossos trabalhadores, como também podia ser vendido, ou localmente ou para exportação…
 Mas… cultivar o quê?... Talvez começar com castanha caju, depois amendoim e coco, frutos tão apreciado por todo o mundo e com escoamento garantido. Depois íamos para a laranja e tangerina…
 …mas… quem nos vai ajudar? Nós não percebemos nada desta agricultura…
Eis que nos aparece o Miguel, um jovem colombiano, engenheiro agrónomo, que decide dar um ano da sua vida, dar o seu saber, o seu trabalho, para darmos os primeiros passos.
Para o auxiliar nesta tarefa, contratamos os homens locais, que, tanto acreditam que o trabalho honesto é a melhor resposta para saírem da miséria.  Homens trabalhadores!
Porém o trabalho é pesado. Não podem cultivar apenas com enchadas…
…Tem de ser… Temos que ir bater a mais portas e pedir ajuda…
 Desta vez foi um banco espanhol, que, não só nos ofereceu o tractor, as suas alfaias e atrelado, como também nos trouxe tudo até aqui, Inharrime, à nossa Missão.
Como Deus é bom… Como o coração do Homem é generoso… Só nos resta dizer: KANIMAMBO!"
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